Vulgarmente conhecida como “baleia assassina”, elas são ágeis e muito fortes, características que as classificam como o um dos maiores predadores dos mares.
Estas majestosas criaturas alimentam-se de uma grande variedade de animais marinhos, incluindo focas, pinguins, raias e até baleias que podem chegar ao dobro do seu tamanho, como é o caso das baleias francas.

Possuindo ampla distribuição geográfica, as orcas (Orcinus orca) convivem em perfeita harmonia em grupos de até 60 animais e são consideradas ótimas estrategistas quando se unem para caçar suas presas. Geralmente são avistadas em águas geladas, porém os registros ao longo do litoral brasileiro vem se tornando cada vez mais comuns.

Quando fala-se sobre orcas, muitas pessoas pensam em “baleias assassinas”, mas não serão elas apenas vítimas? Pois então vejamos!

Elas usualmente são dóceis e enérgicas, o que as tornam fáceis de serem adestradas. Solidão, tortura e fome são apenas alguns problemas que estes animais enfrentam quando confinados em pequenos tanques. Quanto presas em cativeiros, podem modificar seus comportamentos tornando-se completamente diferentes das orcas de vida selvagem e a agressividade tende a aumentar na medida em que se sentem obrigadas a realizar algo contra a sua natureza. Exaustivamente são submetidas a treinos para agradar os olhos humanos. A maioria das pessoas que compram tickets para assistir aos espetáculos das baleias e golfinhos presos em parques aquáticos estão tão encantada que nem se dão conta que o seu bilhete de entrada financia (direta ou indiretamente) o derramamento de sangue e as terríveis torturas que esta indústria submete estes indefesos animais. Serão realmente elas as assassinas?

O interesse pela vida selvagem e pelos cetáceos está aumentando muito, não só entre os pesquisadores, mas também para o público em geral. Nas últimas décadas foram criados inúmeros produtos com motivos de baleias e golfinhos, lançados muitos livros sobre o assunto, filmes, documentários, além de um enorme crescimento de projetos conservacionistas e educativos. No entanto, é necessário aumentar também a consciência do que acontece na cruel indústria que comercializa baleias e golfinhos como meras mercadorias e por um fim nisto.

Atividades turísticas para observação de animais em vida livre também vêm se espalhando rapidamente em muitos países e atrai milhares de pessoas de diferentes culturas, e isto não é diferente no Brasil, com as baleias francas.

A avistagem de uma gigante baleia ou um simpático golfinho em ambiente natural é sem dúvida uma experiência única e o encantamento se dá pela sua inteligência e majestude.

Depois de sete anos próxima das baleias francas no litoral catarinense, tenho a oportunidade de conhecer as águas do Oceano Pacífico na Nova Zelândia, um país que é referência em turismo de observação de animais marinhos em liberdade.

As grandes áreas oceânicas de águas profundas que chegam até a costa da Nova Zelândia justificam a grande diversidade de espécies marinhas que rodeam estas ilhas. Muitos dos cetáceos encontrados aqui também são avistados no Brasil, no Oceano Atlântico. As baleias francas, jubartes, orcas, pilotos, golfinho-nariz-de-garrafa, golfinho-comum, cachalotes, são exemplo de alguns animais abundantes nos dois países. Entre residentes e migratórios, vivem na Nova Zelândia mais de 50 espécies de mamíferos marinhos, o número realmente impressiona!

A atividade de encontrar baleias e golfinhos deve ser acompanhada por profissionais responsáveis, desta forma, o oceano torna-se o maravilhoso cenário de encontros entre humanos e animais e a palavra-chave Preservação sempre é lembrada quando se anuncia: BALEIA A VISTA!

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